quinta-feira, junho 02, 2011

Menino ou Menina?

 A notícia me surpreendeu: um casal canadense decidiu manter em segredo o sexo do seu filho mais novo, Storm,  para a criança desenvolver sua identidade sexual por conta própria. A idéia surgiu com uma pergunta de Jazz, o filho mais velho. Ele questionou se as pessoas reagiriam diferentemente caso não soubessem o sexo do bebê e, se ele fosse menino, poderia usar vestido ou roupas rosas?
 Vestir as meninas de rosa e os meninos de azul me parece ser uma regra  inviolável. Por causa dela, temos que esperar o resultado da ecografia para comprar as roupinhas, ou optar por uma cor unisex: amarelo ou verde. Não saber o sexo do bebê, portanto, permitiria uma certa liberdade,  compraríamos qualquer roupa. Sem mencionar que, para o filho do casal, de 4 meses, ainda não existe tal separação (só começamos a diferenciar os sexos a partir dos 3 anos).
Por outro lado, o sexo da criança faz parte da sua identidade e é também como nos dirigimos a ela. Por exemplo, os amigos do casal canadense não podem dizer "ele" nem "ela", Imagine: "como ele, ou ela, está grande!" "ele, ou ela, é a cara dos pais".
 Sem dúvida,uma decisão  inusitada, que pode até ser prejudicial.
Enfim, acho que foram muitos pensamentos  para apena um post.
Até a próxima

Texto para o Blorkutando.

2 comentários:

  1. Algo pra se refletir. Aliás, esse fato não é isolado. Em nome da "liberdade", do "respeito à individualidade", está-se, cada vez mais, reforçando pré-conceitos e preconceitos. Perdendo-se a naturalidade. O importante é formar um ser... humano, com personalidade, visão crítica, que não se deixe influenciar por padrões, rótulos, que não ceda diante da opinião dos demais apenas pra se inserir num grupo. Um ser... humano, que respeite as diferenças, sem notá-las/apontá-las, afinal, a diversidade é atributo da natureza, da qual fazemos parte.
    No caso, por exemplo, ao invés de omitir o sexo do bebê, que tal, independente disto, vesti-lo de rosa, mesmo sendo menino? Aí, sim, quebraría-se um preconceito que nada interfere na sexualidade do ser.
    Um assunto que rende! Beijos!

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  2. Concordo plenamente Márcia :)

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